Dívidas públicas nas mãos<br>de estrangeiros

A dívida pública portuguesa é detida maioritariamente por não-residentes no País (70%), seguindo-se residentes financeiros (22,8%) e não financeiros (7,2%), segundo revelou, dia 10, o Eurostat.

A Finlândia (80,8%), a Letónia (79,7%), a Áustria (76,3%) e a Eslovénia (70,7%) são os países com maior percentagem de credores não residentes.

No extremo oposto está o Luxemburgo, com 97,8 por cento da sua dívida pública nas mãos de residentes financeiros e 2,2 por cento nas de não residentes, e a Roménia, com 74,4 por cento da dívida detidos por residentes financeiros, 23,5 por não residentes e 6,7 por cento por residentes não financeiros.

Quase metade da dívida portuguesa tem a forma de títulos (49,2%), seguindo-se os empréstimos (44,2%) e numerário e depósitos (6,6%).

Quer na zona euro (78,8%), quer na UE (80,5%) os títulos da dívida são o método mais comum de financiamento, seguindo-se os empréstimos (18,3% e 15,6%, respectivamente) e numerário e depósitos (3,0% e 3,9%).

Portugal tem a terceira maior dívida pública da zona euro, com 130,2 por cento do Produto Interno Bruto, depois da Grécia (177,1%) e da Itália (132,1%).

A Estónia (10,6%), Luxemburgo (23,6%) e a Bulgária (27,6%) são os países com menores dívidas.

Em média, a dívida pública dos países da moeda única atinge já os 91,9 por cento, sendo que no conjunto da União Europeia se situa nos 86,8 por cento.

 



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